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quarta-feira, 18 de julho de 2018

O QUE AS ESCOLAS ENSINAM?




O QUE AS ESCOLAS ENSINAM?





Então leio postagens no FACEBOOK, no G+ e em outras redes sociais, e ali vejo que pessoas com curso superior (ao menos dizem ter tal formação, e grande parte delas realmente a tem), escrevendo pérolas como:

“Agente vai vim hoje”
“Você vai ir na festa amanhã?”
“Mim deu uma vontade de comer aquele lanche”

Tive há poucos dias, a oportunidade de ver trabalhos de faculdade de um Curso Superior de Tecnologia em Segurança, o trabalho é chamado de PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM, normal nos cursos de formação superior tecnológica, e reúne um pouco de cada matéria aplicada no semestre do curso geral.
As faculdade exigem que seja usada a norma ABNT para a formatação dos trabalhos, e algumas faculdades, inclusive, fornecem um modelo do trabalho já formatado de acordo com a referida norma.
Mas voltando aos trabalhos que tive a oportunidade ver, e esclarecendo que no caso vertente a faculdade forneceu um modelo devidamente formatado, o que vi foi um desastre.
A maioria dos alunos conseguiu destruir a formatação do modelo, apresentaram trabalhos sem texto justificado, sem margens, sem parágrafos, e o pior, com uma gramática que chega a ser ofensiva a quem lê os trabalhos.
Erros de ortografia, de gramática, de colocações verbais, de plural, n sendo grafado antes do “b” e do “p”, pronomes como “mim” vai, e outros descalabros.
O contexto do tema totalmente desvirtuado, desconexo, sem enredo e sem conclusão, sem lógica, e ininteligível...
Então pensei com meus botões, como pessoas com tais erros absurdos de nosso idioma conseguem ingressar em uma Universidade?
Que tipo de profissional será formado se sequer escrever tais indivíduos sabem?
Assistindo a uma vídeo aula o professor, mestre, doutor segundo seu currículo soltou e fez questão de pronunciar silabicamente a aberração:

“-PARA QUE SEJE (SE JE) CLARO...”

Em outra vídeo aula, uma Professora fez questão de salientar o seguinte:

“- Os ativos físicos são os numerários e os ativos financeiros são os computadores, o prédio...”

Ao ver isso qual não foi meu espanto, afinal um Professor Doutor, Mestre, em uma vídeo aula soltar uma errata desse patamar é imperdoável, e mais imperdoável ainda é que ninguém fez revisão do conteúdo, e isso foi postado e ensinado aos alunos do Curso.
Fica aqui a minha sincera preocupação com o destino dos profissionais de nível superior deste país.  

Jefferson Uanderley
Serviço Institucional de Inteligência Civil
s.i.inteligenciacivil@gmx.us
Julho/2018


O USO ERRADO DAS REDES SOCIAIS E A IDIOTIZAÇÃO DAS  PESSOAS.



Frequentemente vejo no FACEBOOK, por exemplo, algum vídeo mostrando uma cena revoltante, chocante, ou até mesmo cenas de crimes sendo praticados.
O mais interessante, é que tais postagens vêm sempre acompanhadas do chavão:
“-Vamos compartilhar até que chegue a uma autoridade...”
E ai vemos no vídeo alguém espancando uma criança, alguém roubando e espancando uma senhora idosa, uma pessoa toda ensanguentada caída precisando de socorro urgente.
Mas a criatura que filmou não usou o celular par discar 190, 192, 193, ou mesmo levou a filmagem até a delegacia de polícia mais próxima de sua residência, não, preferiu filmar toda a cena e postar no FACEBOOK a espera de curtidas e de uma legião de tolos que irão compartilhar repassando as cenas e o chavão:
“-Vamos compartilhar até que chegue a uma Autoridade...”
E ai vemos que a pessoa que filmou e postou, certamente se OMITIU em cumprir seu dever de cidadão e denunciar o delito e o delinquente, deixou de chamar socorro para alguém necessitado, e pior, não apenas se omitiu, mas também foi cúmplice dos delitos, e no mínimo cometeu dois crimes muita das vezes mais grave do que o que filmou, ou seja, Omissão de socorro e Uso indevido da imagem, além de ocultar provas de crime.
Ora, mesmo que o tal vídeo chegue a mil autoridades, essas nada poderão fazer contra os agressores que foram filmados, mesmo porque, o flagrante delito já passou, o local do delito é indeterminado, e a autenticidade é questionável.
Então, tudo o que vemos é apenas o prazer de postar cenas chocantes, revoltantes e de esperar os comentários e likes.
Primeiramente, como alguém pode “Curtir” uma cena de uma criança sendo agredida violentamente, ou uma idosa sendo espancada por um ladrão na Rua?
Mas além das tais “Curtidas” absurdas, temos os comentários, verdadeiras pérolas da imbecilidade humana e da prova de que as pessoas, quanto mais próximas da informação que internet lhes proporciona, mais distantes ficam da inteligência em si, e se tornam meros idiotas sem noção.
A cena mostra uma criança sendo violentamente agredida por um adulto, e as pessoas ‘Curtem” sem imaginar que “Curtir” significa gostar.
E comentam coisas como:
“- Vamos repassar para que esse monstro seja preso...” ou “-Cadê as autoridades que não fazem nada?...”
Mas nenhum deles raciocina o que seria lógico, ou seja, porque o desgraçado que filmou e postou NÃO CHAMOU A Polícia?
E temos ainda as postagens de curas milagrosas, receitas fantásticas para melhorar o desemprenho sexual, e por ai afora, que as pessoas tomam como as informações mais verídicas do mundo.
Pessoas teoricamente cultas, com boa formação, mas alienadas, bestializadas, idiotizadas.
A coisa chega ao ponto de que, se alguém postar uma foto de uma planta venenosa dizendo que comer a tal planta aumenta a potência sexual, além de curtir e compartilhar o absurdo, ainda veremos comentários de “sabidos e inteirados” dizendo que já experimentaram e é verdade.
Enfim, não sei até que ponto tanto acesso a informação e tecnologia é nocivo para a maioria das pessoas.
Algo para se raciocinar ...

Jefferson Uanderley
Serviço Institucional de Inteligência Civil
s.i.inteligenciacivil@gmx.us
Julho de 2018